quinta-feira, 3 de março de 2011

Mamonas Assassinas - 15 anos de saudade!

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Palhaços, irreverentes, escrachados, bobos. Vários são
os adjetivos para o grupo. Para mim simplesmente: DEUSES
Faala gurizada! Hoje, 3 de março de 2011, completam-se 15 anos que o céu ganhou mais cinco estrelas. Depois de 7 meses de um meteórico sucesso, os Mamonas Assassinas do Espaço deixaram esta terra para alegrar as 'bandas' lá do céu. Aqui ficaram as memórias de irreverência e um bom humor inegualável de Dinho, Júlio, Bento , Sérgio e Samuel, os meninos de Guarulhos que deram uma lição de persistência e de uma história vencedora.

 Eu infelizmente não acompanhei a história desses mitos em vida. Cheguei por aqui 4 meses após a 'saída' deles, mas conheci e me apaixonei por completo pela biografia desses Deuses. Vale destacar que, como vocês já devem ter concluído, essa é a minha banda favorita (e de uma forma disparada). Não apenas pela forma genial de fazer graça mas também, e talvez principalmente, pela história.


 Neste post vou passar um pouco das músicas e da história destes mitos, baseado em conhecimentos próprios.


Os integrantes eram:
Samuel Reoli (baixo), que era office-boy;
Seu irmão Sérgio Reoli (bateria), tinha uma locadora de video-game;
Bento Hinoto (guitarra) vendia ração;
Júlio Rasec (teclado) era técnico em eletrônica;
Dinho (vocal) era cabo eleitoral.
Sozinhos eram 5 garotos de Guarulhos que trabalhavam e lutavam como quaisquer outros, mas juntos tornaram-se o fenômeno 'Mamonas Assassinas'

A história de fato começou em 1989 quando Sérgio conheceu Maurício (irmão de Bento) na empresa Olivetti. A partir dali Bento e Sérgio começaram a tocar juntos enquanto o negócio de Samuel era apenas desenhar aviões. Num repente ele começou e assim formou-se a banda 'Utopia' que fazia covers.

Em Julho de 1990 num show o público pediu para tocarem 'Guns n' Roses' e como não sabiam a letra pediram para alguém da platéia cantar. Prontamente Dinho subiu ao palco e fez o show acontecer. Garantiu assim o posto de vocalista. Através de Dinho, entrou Júlio Rasec

Com o grupo formado como Utopia os cinco começaram uma luta intensa para conseguirem sobreviver da música, nunca ambicionando o sucesso conquistado

A história é simplesmente fascinante! Quem se interessar:
Pra quem quer de fato conhecer a história deles, eu indico o especial 'Por toda minha vida - Mamonas' (2008), feito pela Rede Globo. Apresentado com a maestria de Fernanda Lima, o especial é completissímo. Destacando que eu já olhei umas 10 vezes. Quem quiser baixar, clicando aqui. Fica a dica.

Depois de terem fracassado com o primeiro CD (apenas 100 cópias em 5 anos) mas sempre fazendo shows, eles começaram a perceber que as músicas engraçadas e as palhaçadas davam mais certo.
Como Dinho disse no DVD 'Na estrada MTV - Mamonas', depois que eles tocavam Pelados em Santos, tudo agradava.
Com as músicas 'Pelados em Santos' e 'Robocop Gay' gravadas de brincadeira no estúdio, veio a ideia de assumir de vez o perfil real dos meninos de Guarulhos, a alegria.

Mas como não fazia sentido uma banda alegre se chamar 'Utopia', Samuel Reoli deu a ideia de MAMONAS ASSASSINAS DO ESPAÇO (depois reduzido pra MAMONAS ASSASSINAS). Ali começava o maior fenômeno da música nacional recente.

Lançado em Julho de 1995, o único álbum da banda em vida vendeu mais de um milhão de cópias em 7 meses. Nesse período os Mamonas foram a vários programas de TV como:
FAUSTÃO

XUXA

Em certo período a média era de 100 mil cópias do álbum por dia e 7 shows por semana.

Em Janeiro de 1996, no auge da carreira, os Mamonas fizeram um show em Guarulhos, sua cidade natal. O palco era o Ginásio Pascoal Thomeu, onde há anos a banda havia sido rejeitada, pois pra tocar ali 'tinha de ser bom'. No palco Dinho fez um desabafo que serve de motivação pra todos nós. Inclusive esta no meu perfil do orkut e sim, eu olho regularmente!
Com a frase imortal: O IMPOSSÍVEL NÃO EXISTE


Na madrugada do dia 2 para o dia 3 de Março de 1996, após um show em Brasília e véspera da tão aguardada primeira viagem internacional (para Portugal), o jatinho que levava os Mamonas Assassinas chocou-se contra a Serra da Cantareira, um acidente fatal.

Muito se especula sobre pactos, mistérios e previsões deste acidente. Para mim, tudo é bobagem barata de gente que quer mídia. Os Mamonas Assassinas foram anjos que passaram por aqui para lembrar este país (à época em crise) de que a alegria é o maior remédio. Concordo apenas com o sonho de Julio Rasec, pois este está incontestável:


O que fica o exemplo de perseverança e união dos meninos de Guarulhos que apesar de tudo, realizaram o sonho de viver da música.
O meu sonho é o mesmo e garanto que se não fosse a história dos Mamonas, meu caminho talvez estivesse sendo outro.
Mesmo que eles tenham partido antes de eu nascer, só tenho de agradecer à eles, onde quer que eles estejam, por terem mostrado que "O impossível não existe!"

E já fazem 15 anos, mas o que é bom não tem prazo de validade. E não tenham dúvidas que a cada ano eles serão lembrados por mim e por toda a legião de fãs que jamais vai esquecer o fenômeno MAMONAS ASSASSINAS!

**Para conhecerem mais da história, assistam o 'Por toda minha vida'. Mas cuidado pra não se viciarem! UHAEUHEAUHEAHA

2 comentaram. Comente também!:

Anônimo disse...

Tbm não era da época deles, mas mesmo assim, me sinto como se tivesse sido, gostava muito deles. Queria que estivessem entre nós até hoje. Tenho muitas saudades dos Mamonas Assassinas, nossos meninos de Guarulhos! =(

Anônimo disse...

Deixaram saudades, eles podiam estar até hoje fazendo sucesso e trazendo alegria por onde passassem mas a vida é assim quando nós temos que partir não tem jeito!

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